O ESPECTÁCULO DA TELEVISÃO (CRÍTICA A FACTOR X)

14:17

Factor X não só preenche o espaço vazio deixado desde o término de A Tua Cara Não Me É Estranha, como se está a revelar um dos maiores programas de grande entretenimento português de sempre.

Mesmo que Factor X não tivesse a qualidade que, deveras, tem, nunca poderia passar despercebido. Afinal de contas, é a primeira vez que o arroto Secret Story é amiúde destronado, em termos de audiência, aos Domingos.


Se a SIC conseguisse prever, desde logo, os ganhos que o programa lhe iria trazer, acredito que não tivesse prolongado o tempo de espera para a competição de aspirantes a cantores ver a luz do dia.
Sei que o programa é bastante caro. E envolve vários meios. E requer uma especial inteligência no modo de preparação. Mas a vida é mesmo assim: Nada se consegue sem empenho, sem sacrifício, sem investimento. E a adaptação portuguesa de X Factor tem tudo isto, daí os resultados que está a obter.


Além de ser um Talent Show que põe de lado a exploração dos chamados "cromos", o que denota bom gosto por parte de quem o produz, está sublimemente realizado e, sobretudo, editado.
Mas as qualidades do concurso nacional apresentado por João Manzarra e Bárbara Guimarães não se ficam por aqui: sabendo-se que grande parte do seu sucesso está dependente do carisma, inter-relação e personalidade do grupo de jurados, devo dizer que fiquei sobremaneira surpreso quando me apercebi que em Sónia Tavares, Paulo Junqueiro e Paulo Ventura medra o tal factor X que tanto procuram.


É um misto de sensações vê-los no ecrã, juntamente com os concorrentes. Nós sofremos, rimos, choramos com eles.
Bem sei que este é um programa que vive muito da exploração das emoções. Mas não considero que o faça de forma displicente ou indigna, já que os intervenientes, pelo que vi, são sempre respeitados. E, sejamos honestos, a vida é feita de emoções e todos os programas, já que são compostos por pessoas, têm impreterivelmente que tocá-las de algum jeito. Tudo se resume a como o fazem. E Factor X fá-lo muito, muito bem.


O que, contudo, poderá não ter sido perfeito foi a escolha dos apresentadores. Quanto a Bárbara Guimarães, não me posso alongar, já que ainda não lhe vimos a cara neste programa. Mas, se ela apresentar Factor X da mesma forma que conduziu Portugal Tem Talento, então não tardará muito até que os telespectadores migrem para outros hinos à fatuidade.
Já a escolha de Manzarra percebo-a perfeitamente. Jogou-se pelo seguro. Nunca gostei do apresentador, mas, confesso, parece-me que, neste programa, está mais adulto, mais consciente, o que é de louvar.


Escolhidos os melhores concorrentes, o programa vai agora na segunda fase, denominada Bootcamp. Contudo, as galas - o momento mais aguardado - é que ditarão se o espectáculo é para continuar, ou não. Mas uma coisa é certa: Que é espectáculo, é. E dos grandes.

Factor X é transmitido na SIC, aos Domingos, por volta das 21:30h.

Avaliação: *



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