Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011

Pódio dos Piores Programas (meses Junho, Julho, Agosto, Setembro)

Como é natural, o Verão e a rentrée não estão marcados simplesmente por bons programas. Há sempre quem se lembre de fazer qualquer coisa de horrível e energúmena para que a critiquemos. Parece que querem mesmo desenvolver a nossa capacidade crítica. O que é óptimo!
Assim sendo, eis os programas que têm a honra de pisar o Pódio dos Piores Programas de hoje.




Em 3º lugar, deparamo-nos com a nova telenovela da SIC. E, quanto a ela, tenho a dizer que o que já suspeitava acabou deveras por concretizar-se: Graças ao sucesso de Laços de Sangue, que conquistou as audiências que conquistou unicamente pelo facto de ser boa, Rosa Fogo foi sobejamente publicitada e venerada por todos, muito antes de estrear. Isto significava que, mesmo que a telenovela fosse um escarratório, quando estreasse, todos iriam adorá-la. E a verdade é que é péssima. Nem o estatuto de escarratório chega a alcançar, coitadinha.
Portanto, Rosa Fogo não serve para nada.
Para terem bem uma noção, nem o 1º episódio consegui ver até ao final. Eu, que vejo todas as estreias! Como é que isto é possível? Pois bem, eu digo-vos: Quando se vê mais do mesmo durante anos e anos a fio, chega-se a uma altura em que é preciso olhar-se com olhos de ver para as coisas e perceber-se que já não valem a pena.
O primeiro episódio, tal como todas as telenovelas cliché da TVI, abre com planos lindíssimos e com uma edição espetacular. Neste caso, foi-nos apresentada a dança caliente que é o Tango.
Mas as comparações do 1º episódio de Rosa Fogo com as telenovelas da TVI não ficam por aqui:
1 - Os actores e a equipa técnica viajam para um país qualquer, só para filmarem o 1º episódio, que nunca mais volta a ter importância na história;
2 - O Rogério Samora tenta fazer com que o seu personagem pareça culto, num guião escrito pela Patrícia Müller;
3 - Existe uma criancinha aparvalhada que é muito boazinha e que sabe logo quem são os maus da história, passando-se um atestado de estupidez aos personagens adultos;
4 - As mulheres são muito sofridas e, por isso, vão acabar todas bem no final da história;
5 - O Manuel Cavaco faz de homem rude, sem estudos e bicho-do-mato;
6 - Por ser uma história da Patrícia Müller, nenhum personagem sabe dizer uma palavra com mais de três sílabas;
7 - A Cláudia Vieira faz de Cláudia Vieira;
8 - A protagonista divide-se entre dois amores e, no final, a Patrícia Müller entrega-a ao que for mais bonzinho, pensando que fez algo super-original e surpreendentemente épico.
E pronto, temos mais uma telenovela horrenda no Horário Nobre da televisão portuguesa. E, por ser vazia de conteúdo e ter sido empurrada para o sucesso através de Laços de Sangue, consegue ocupar o 6º lugar dos programas mais vistos.
Em 2º lugar, está presente um dos muitos flops estivais da TVI: Canta Comigo. A ideia não é nada original, mas percebi a intenção de tornarem o programa leve e fresco, trazendo-o para a rua. Contudo, Rita Pereira conseguiu afastar os telespectadores do canal 4 logo na sua estreia. A actriz  (sim, unicamente actriz e modelo) perdeu-se completamente no seu raciocínio, teve paragens quando olhava para a câmara, esteve nervosa o programa inteiro e suspirava de alívio sempre que empurrava a emissão para Nuno Eiró.
Só no 2º programa se lembraram de auxiliar a "apresentadora" com o teleponto, sendo que melhorou a sua prestação consideravelmente, passando do nível 0 para... o 1. E já é bom.
Além disso, alguém se lembra do fantástico, apoteótico, fenomenal prémio deste programa irritantemente mal filmado? Pois bem, o vencedor recebeu... a oportunidade de gravar uma música para uma telenovela da TVI! Uau. A vida dele deve ter mudado.
Como se tudo isto não bastasse, a TVI atirou-nos à cara que este seria um programa low-cost, quando nem se deram ao trabalho de fazer uma sessão fotográfica de Rita Pereira. Em vez disso, foram buscar imagem da vilã Helena, de Remédio Santo e colaram-na sobre o logotipo do programa. E pronto. Trabalho mais rápido (e mal feito) não há!
Finalmente, em 1º lugar, está 5 para a meia-noite. Ah! Tenho a dizer-vos que a plataforma onde a imagem do programa está pousada não é um pódio. É uma lápide. Pois é, eu estou a enterrar à minha maneira o que foi, em tempos, o melhor Talk Show humorístico português.
Depois da saída de Filomena Cautela e de Fernando Alvim, o grupo de humoristas perdeu a força, mesmo com a chegada de Carla Vasconcelos e Luísa Barbosa. É como quando se parte uma jarra e se tentam colar os pedaços. Notam-se sempre as falhas entre eles. Se eu fosse o próprio do programa, desistiria de tentar colar esses pedaços de vidro. Pegaria num deles e cortaria os pulsos. Ainda por cima, para agravar tudo isto, as novas apresentadoras não têm jeito para conduzir o programa. É claramente visível a falta de espírito do "5" na figura delas. Nota-se que não foram elas que se esforçaram por agarrar o público num canal desprezado pela população. Não foram elas que, cada uma com o seu jeito, se uniram aos restantes apresentadores e formaram uma família. Não foram elas.
O estado de alma de cada dia alterou-se com a troca de apresentadores, durante a semana. O 5 para a meia-noite está em fase terminal.
Foi bom enquanto durou.
O Pódio regressa brevemente!

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

Pódio dos Melhores Programas (Meses Junho, Julho, Agosto, Setembro)

O Pódio regressa finalmente, fazendo um apanhado dos programas que marcaram o Verão, mas não descurando os da rentrée.
Desta vez, o Pódio dos Melhores Programas está ocupado da seguinte forma:


Em 3º lugar, está presente a última das 3 mini-séries transmitidas pela TVI, no 1º semestre de 2011 (eu prometi que a havia de trazer para o Pódio, lembram-se?).
Redenção contou a história de Rogério (António Capelo), um homem abastado, boémio e avarento que descobre que tem doença de Parkinson em estado embrionário. Perante a sua frustração e desespero, um anjo sui generis (Miguel Guilherme) dá-lhe a possibilidade de se redimir de todos os seus pecados, ajudando todos a quem causou dano.
A mecânica da série é relativamente simples, mas coerente, fazendo lembrar um pouco as séries americanas: Em cada episódio, Rogério tem uma nova personagem a quem deve prestar auxílio. E cada episódio centra-se no conflito entre o protagonista e a personagem em questão, abordando-se a história de vida da "personagem-vítima".
Existem falhas, nomeadamente ao nível do ambiente e do género da série, uma vez que chega a ser leve e cómica, mas também pesada, devido ao clima/ambiente criado por algumas situações (a presença de uma mulher nua numa das cenas, por exemplo) e pelas cores das imagens. Contudo, esta é uma série bastante inteligente, na medida em que os guionistas parecem conhecer bastante bem o mundo, criando uma série de entretenimento mas, sobretudo, com um carácter didáctico e com lições de moral relativamente profundas. Não é algo novo, mas é algo bom.
Em 2º lugar, está aberta a audiência para Liberdade 21. A série da RTP esteve "semi-cancelada" durante um período de tempo mas, há relativamente pouco tempo, a Estação Pública decidiu reavivá-la, transmitindo novos episódios.
Não me canso de engrandecer o estilo de filmagem. É tenso, cru e, há primeira vista, distractivo para o telespectador. Mas é como se costuma dizer: "Primeiro estranha-se, depois entranha-se". E, no meu caso, entranhou-se de tal forma que me prendeu a atenção por completo.
Esta série de advogados traz-nos, em cada episódio, casos diferentes, inteligentíssimos, retratando a nossa realidade e a justiça em Portugal. Mas o modo como os casos são abordados e a linguagem complexa acrescentam-lhe ainda mais valor.
Se os casos, já por si, são fascinantes, então o que dizer da trama central? O personagem de António Capelo é simplesmente delicioso, bem como a prestação de Ana Nave. Na minha opinião, são um dos melhores pares românticos da ficção em Portugal. É pena que a população portuguesa não tenha interesse por ficção de qualidade.
O meu desejo é que Liberdade 21 regresse com novos episódios.
Em 1º lugar marca presença Masterchef - Portugal.
A ideia, de Sílvia Alberto, de trazer o sucesso culinário para Portugal foi, imediatamente, vista com bons olhos por mim. Contudo, o programa superou por completo as minhas expectativas. Apesar de ter algumas diferenças do original (como por exemplo, a presença de uma apresentadora), não deixa de ter valor, até porque algumas diferenças podem revelar-se uma mais-valia.
O Masterchef português está extremamente bem filmado e editado, bem ao estilo do original, suscitando momentos de tensão e de cortar a respiração. Os desafios são interessantes, os 3 chefs são dedicados, inteligentes e cativantes e os concorrentes, regra geral, mostram estar à altura do desafio e alguns trazem-nos pratos extremamente elaborados e com um aspecto bem ao estilo deste programa: Delicioso!
Muito me apraz saber que o programa regressa já em 2012!

Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

Os santos dias de Supernatural regressam

A 7ª temporada de Supernatural regressa hoje à CW.


Para os que têm medo de spoilers, aconselho a não lerem este post ou, então, rezem uns Pais Nossos e umas Ave-Marias, para verem se o medo deixa de vos assistir.

Mesmo depois das várias críticas negativas de que foi alvo, a CW decidiu renovar a sua veterana série. É caso para dizer que esta é mesmo como os seus personagens: quando já estão mortos, arranja-se sempre maneira de os trazer de volta à vida.
Desta feita, a mais recente temporada de Supernatural conta com 23 episódios, mais casos obscuros e até há tempo para o Jensen Ackles brincar aos realizadores, no 3º episódio.
À semelhança de Being Erica, também o último episódio de Supernatural terminou "em águas de bacalhau", suscitando curiosidade dos fãs por saber o que se passa a seguir. Contudo, o cotejo com a série canadiana termina no que diz respeito ao que efectivamente se vai passar a seguir. Pois é, sem Eric Kripke à frente da história, a minha fé nos guionistas é pouca ou nenhuma. E nem de propósito: Nesta temporada vai falar-se muito de fé. A fé em Deus, ou melhor, em Castiel.
Se bem se lembram, o último episódio da 6ª temporada terminou com um cliffhanger: Sam enfrentou finalmente o que jazia para lá do muro da sua mente e Castiel sagrou-se o novo Deus. Mas um Deus mau. E exigiu que o adorassem. Fim. Fim? Quem me dera!
A anterior temporada foi realmente um vómito, mas até gostei do último episódio (e, mais tarde, descobri que tinha sido escrito por Eric Kripke! Assim se vê que o homem é mesmo um génio). Agora, o meu medo (já para não falar do facto de as criaturas da 6ª temporada terem sido um falhanço) é o que os guionistas vão fazer com o personagem Castiel. Os fãs já adoptaram o personagem, já o têm como um amigo, um companheiro de luta e um personagem relativamente leve e cómico (além disso, a relação entre ele e Dean é um dos pontos fortes da série). Ora, se os guionistas quebram esta ligação com os fãs, algo vai correr mal. E já começaram a fazê-lo, no final do último episódio.
Mas, realmente, há algo que convém dizer: A 7ª temporada não vai ser pior que a 6ª. Tenho fé nisso. Quando já se está no lugar mais negro, é impossível enegrecer-se mais. Quanto muito, continua-se no negro. Será que a fé, contida nesta temporada, vai raiar, sobre a história, a luz da redenção? Eu cá, nunca fui um homem de fé. Cheira-me que vamos continuar a tactear toscamente na escuridão da incompetência dos guionistas. Espero estar enganado.
E vocês? O que esperam da nova temporada?
Aqui fica o vídeo promocional da 7ª temporada.

Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011

Como termina Being Erica

A 4ª temporada de Being Erica regressa na segunda-feira, dia 26, à CBC.


Para os que têm medo de spoilers, aconselho a não lerem este post ou, então, marquem uma sessão com a nossa nova terapeuta para ultrapassarem o trauma.

"Nada foi confirmado", é o que garante Erin Karpluck (protagonista) numa entrevista dada na gala Gemini Awards 2011 sobre se a 4ª temporada da série é a última. No entanto, desta vez, Being Erica conta, apenas, com 11 episódios, o que denota falta de investimento da CBC.
Mas desengane-se quem pensa que o desinteresse do canal se reflecte no guião: Na última fase da terapia, Erica Strange testa os seus limites pessoais e o seu conhecimento da vida, ao ser treinada para ser terapeuta, e vai encontrar-se com o seu primeiro paciente. É verdade. Se bem se lembram, no último episódio da 3ª temporada, Erica foi posta à prova no desafio mais difícil de toda a sua vida. E passou. Como tal, viu-lhe concedida a oportunidade de se tornar uma terapeuta - Dra. Erica.
Apesar de não ter achado o último episódio particularmente emotivo ou surpreendente (todos nós já sabiamos onde toda a sua jornada iria desembocar), devo concluir, tal como li algures num comentário de um fã, que foi importantíssimo para a storyline. As regras mudaram, a terapia mudou, a vida mudou. E é destes aconchegos refrescantes que um programa necessita.
Como tal, acredito veementemente que esta temporada vai ser a melhor de toda a série. Depois dos erros cometidos pelos criadores - e os próprios admitiram-no - aquando da 3ª temporada, julgo que Being Erica foi totalmente melhorada. A começar pelos actores: Lembram-se de Ethan? Fez falta no 2º episódio da 3ª temporada, não fez? Pois bem: Tyron Leitso vai voltar para uma participação especial. Curiosos? Eu estou. E muito!
A par de Tyron, também Sebastian Pigott vai ser presença mais assídua na 4ª temporada. E ainda bem. Queria imenso que a Erica terminasse a jornada ao lado do nosso Kai. Mas, infelizmente, não me parece que tal vá suceder.
Para além dos actores, também a história promete ser apoteótica: A 3ª temporada terminou de uma forma inteligentíssima. Inteligência essa que pode ter contribuido imenso para que a série tenha sido renovada: Quem não está curioso por saber quem é o primeiro paciente de Erica? Pois bem, é o que os telespectadores canadianos vão poder descobrir, já na 2ª feira.
E o que reserva o futuro para Erica? Será que morre, como Kai e a própria suspeitam? A verdade é que "daqui a nove anos, algo terrível vai acontecer (...) Vai haver uma catástrofe. Muitas pessoas morrerão".
Mas desengane-se quem pensa que a última temporada de Being Erica é um drama (algo que eu até gostaria). Segundo os próprios criadores, Aaron Martin e Jana Synior, a 4ª temporada vai ter "muito mais comédia".
As gravações terminaram e está tudo a postos para a grande estreia! Eu vou ver. E vocês?
Aqui fica o vídeo promocional da 4ª temporada.

Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

Grelha Alternativa Fim-de-Semana, Prime Time e Madrugada

Este post vem no seguimento de Grelha alternativa, Grelha alternativa, Prime Time e Grelha Alternativa Fim-de-semana, Daytime.
É no início de mais um ano lectivo que decido actualizar o "Olhar Crítico". Não deixa de ser irónico o facto de me dedicar ao Blog numa altura em que a minha vida volta a estar ocupada com aulas, trabalhos e o suplício de me levantar cedo. Porém, pegando na psicologia, talvez isso aconteça porque vejo este Blog como um espaço de lazer, sem pressões nem exigências - o contrário dos estudos, obviamente. Ora, estando o ano lectivo a aproximar-se, o meu inconsciente empurra-me para este espaço, tentando escapar à inevitável tortura.
Bom, mas como diz (e vai voltar a dizer, em meados de Setembro) Teresa Guilherme, "isso agora não interessa nada!"
Este é o último post dedicado às grelhas alternativas que a nossa televisão dispõe. Desta feita, o olhar recai sobre o Prime Time e a madrugada, ao Fim-de-semana.
Como todos devem saber, o Fim-de-semana audiovisual português é a altura da semana em que as televisões nos apresentam diversidade e programas diferentes dos que estamos habituados a ver durante os cinco dias que o antecedem. Como tal, e como os portugueses já estão habituados, o fim-de-semana alternativo, que apresento, também dispõe de programas diferentes comparativamente aos de durante a semana. Contudo, os programas da semana alternativa, já por si, são diversificados e a grelha vai mudando de dia para dia.
Em conclusão, continuo a apostar no dinamismo e diversividade.

Fim-de-semana, Prime Time e Madrugada

A ficção continua a ser bastante importante na grelha alternativa. Com história novas e diferentes das que estamos habituados a acompanhar, às 20h chegar-nos-ia uma série portuguesa. No sábado, os telespectadores poderiam contar com Casei-me por Conveniência, uma comédia romântica que contaria com 2 intervalos de 5 minutos no seu decorrer e um terceiro no final. No Domingo, a série escolhida seria Quero é viver, uma comédia/drama, com o mesmo número de intervalos da antecessora.
Duas séries bem-dispostas mas inteligentes, de forma a preparem o povo português para a semana de trabalho.
Às 21h, teriamos uma reportagem ou documentário sobre problemas da sociedade actual, em Olhar o Mundo, ao estilo dos normais espaços de reportagem televisiva, tais como Repórter TVI. Cada programa duraria meia hora e teria apenas um intervalo no final.
Por volta das 21:30h, chegar-nos-ia um resumo das notícias que marcariam a semana e o fim-de-semana, em A semana em revista. Com, apenas um intervalo no seu decorrer e outro no final, cada um de 5 minutos, o bloco informativo daria lugar a mais ficção.
Às 22h, no sábado, teriamos Histórias da Vida para acompanhar. Cada episódio, uma história diferente, bem ao estilo de Casos da Vida, da TVI. Com a diferença de que estes telefilmes seriam transmitidos num horário decente. Teria 3 intervalos no seu decorrer e outro no final, terminando às 23:30h.
Contudo, no domingo teriamos o habitual Talent Show. Seria um suicídio combater os Reality/Talent Shows das outras estações com um episódio de Histórias da Vida, por exemplo. Como tal, há espaço nesta grelha para esse tipo de programas. Mas aqui apostar-seia em algo diferente: Festival de Curtas seria um Talent Show de hora e meia, ao estilo do recatado programa da RTP2, Fá-las Curtas. Para o apresentar, colocaria Filomena Cautela. E todo o programa seguiria o estilo do programa da RTP2: Duplas de realizadores e argumentistas teriam que competir, criando curtas-metragens com as indicações da produção do programa. Contudo, este projecto teria maior visibilidade e envergadura, até porque seria num cenário com público e em directo.
Às 23:30h, chegar-nos-ia A dança das cadeiras, um Talk Show de comédia ao estilo de 5 para a Meia-noite. Para o apresentar, Solange F., Rui Unas e/ou Rui Pêgo. Teria dois intervalos no seu decorrer e outro no final, cada um de 5 minutos.
Às 00:30h, chegar-nos-ia um programa de debates sobre temas polémicos e actuais, com a mesma estrutura de Prós e contras, da RTP1: Sociedade Dividida. Para o apresentar, Manuela Moura Guedes seria a personalidade ideal para colar o público ao ecrã a uma hora tão tardia. O programa seria em directo e teria 2 intervalos no seu decorrer e outro no final.
Por volta das 01:30h, teriamos meia-hora de Magazine Desporto, um programa sobre todos os desportos e não só sobre futebol. Teria um intervalo no seu decorrer e outro no final.
Às 02:00h, séries internacionais ousadas, tais como Californication ou True Blood. Teriam 3 intervalos no seu decorrer e outro no final.
Das 03:00h às 05:00h, uma série de videoclipes perfariam Sintoniza-te ao Fim-de-semana. Teria 10 intervalos no seu decorrer e outro no final.
Das 05:00h às 6:00h, um Documentário/ Filme português ou estrangeiro, dependo do dia (sábado ou domingo). Teria um intervalo no seu decorrer e outro no final.
Das 06:00h às 07:00h, no sábado, começariam os desenhos animados, com South Park. Desenhos animados adultos, mas que marcariam a transição do horário da madrugada para o dia. Existiria um intervalo no seu decorrer e outro no final. No domingo colocar-se-ia um Filme de 60 minutos, aproximadamente, ou várias curtas-metragens.
Termina, assim, a série de posts dedicada às grelhas alternativas para a nossa televisão. Penso, honestamente, que iriam resultar. E vocês, o que acham?
Brevemente, trago-vos mais um Pódio!

Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011

(5-2)+2=?

Estreia hoje a 5ª temporada do programa mais bem sucedido da RTP2... Até ver.


5 para a meia-noite regressa com um novo cenário e... Novos apresentadores. É verdade. O programa que consquistou o público pela personalidade marcada e única dos 5 magníficos viu abandonar dois deles. Filomena Cautela e Fernando Alvim sairam para darem lugar a Carla Vasconcelos e Luísa Barbosa. A chegada das novas apresentadores não só veio estragar a ligação que todos tinhamos com os apresentadores, mas também veio mudar a dinâmica do programa. Agora, temos Carla Vasconcelos à segunda-feira, o Boinas à terça, Nilton à quarta, Pedro Fernandes à quinta e Luísa Barbosa à sexta. Bem, mal por mal, acho que as alterações que fizeram até foram positivas. A novata Carla Vasconcelos, em quem deposito alguma esperança, estreia-se logo no primeiro programa da 5ª série, numa altura em que todos os fãs estão desejosos de ver o programa e Luísa encerra a semana, no dia em que se pode ficar acordado até mais tarde e, assim, assistir ao programa.
Mas enfim, não sou adepto da futurologia. Resta aguardar pela estreia do programa.
E vocês, vão ver?

Grelha Alternativa Fim-de-semana, DAy time

Este post vem no seguimento de Grelha alternativa e Grelha alternativa, Prime Time
Depois de mais uma grande temporada sem dar notícias (ou melhor, opiniões), finalmente chegamos ao fim-de-semana (que, curiosamente, é numa segunda-feira).
Numa altura em que apenas os mais desafortunados não estão de férias (Desculpa, Diana. Mas, se te consola, eu também tenho trabalho para fazer...) apresento-vos a Grelha Alternativa Fim-de-semana, Day Time.
Se, no post "Grelha Alternativa", falava do menosprezo de que os programas de Day Time eram alvo durante a semana, no que respeita aos de fim-de-semana, teria que elevar a palavra "menosprezo" ao expoente máximo e, quem sabe, criar uma palavra nova mais brutalmente manhosa.
Nos EUA, a referência mundial ao nível da televisão (e não só), o fim-de-semana funciona como um ponto de encontro. Os telespectadores que, durante a semana, não puderam ver a sua Grey's Anatomy podem encontrar-se com ela, num dia (e noite) sem surpresas nem novidades. Um alívio para os fãs e para o canal, que não tem de gastar dinheiro, mas um lúgubre aborrecimento para alguém como eu.
É verdade.
Ora, se tal acontece nos EUA, muito pior poderia acontecer por cá. Não se esqueçam que não temos produções da qualidade e envergadura das dos EUA, que são sempre um deleite para quem aprecia televisão (embora Grey's Anatomy seja, para mim, discutível...). No entanto, em Portugal, temos alguns programas exibidos exclusivamente aos fins-de-semana. E têm sucesso! Veja-se, por exemplo, Alta Definição, um programa de Day Time sempre com audiências de fazer inveja a qualquer programa de Horário Nobre!
Contudo, existem também repetições horrorosas dos Reality e Talent Shows que ocupam uma tarde de sábado praticamente na totalidade. E, depois, temos os programas sem interesse algum, como as emissões especiais nas festas sopeiras de Portugal, que José Fragoso se lembra de fazer todos os fins-de-semana.
Segue-se a Grelha Alternativa Fim-de-semana, Day Time, que poderia, muito bem, ser adoptada por qualquer um dos 4 canais em sinal aberto (a SIC não tanto, uma vez que apresenta uma grelha diversificada e de qualidade superior), especialmente a RTP, por esta ser uma grelha que, no meu entender, tem programas destinados ao serviço público.

Fim-de-semana, Day Time
Considero que o fim-de-semana, pelo menos no Day Time, deve apresentar uma programação para toda a família, desde os netos aos bisavós. Se olharem para o post Grelha Alternativa, chegam à conclusão que me rejo sob o mesmo ponto de vista, digamos, familiar, em ambos os casos. E não há melhor serviço público que isto. Li algures - penso que foi no blog A minha TV - que a RTP, por ser a televisão do Estado, deveria fazer televisão para todos e não só para alguns. E não há maior verdade que esta. Porque uma televisão para todos é muito diversificada. Dá lugar à culinária da tia-avó Guilhermina, ao desporto do pai Anselmo, aos desenhos animados do filho Zé Tó, ao programa cultural do tio Alípio, ao Talk Show que reúne a família, aos programas inovadores que reúnem a família e ao conjugar de programas que reúnem a família. A televisão tem de ser a nossa família que serve para reunir a família.
E poderiamos começar por a reuni-la, logo a partir das 7:00h, numa verdadeira festa: Junta-te à Festa! seria um programa ao estilo do inesquecível Batatoon, que terminou há anos, mas continua na memória de todos. Este programa, de aproximadamente uma hora, seria dedicado aos mais novos, até à idade de 10 anos, no qual os palhaços, já de pazes feitas, Batatinha e Companhia seriam os anfitriões. Com apenas dois intervalos no seu decorrer e outro no final, os animadores de serviço despedir-se-iam anunciando o bloco de desenhos animado que se seguiria.
Assim sendo, por volta das 8:05h, dar-se-ia início a meia hora de desenhos animados, apenas com um intervalo no final, por volta das 8:25h/8:30h. Estes desenhos animados seriam actuais.
Por volta das 8:30h, dar-se-ia início ao programa, de uma hora, News Spot. Este programa estaria destinado à apresentação de notícias para os mais novos. Curiosidades científicas, reportagens sobre desportos radicias, apresentação de novos jogos, livros, etc perfariam este programa, ao estilo de Kiosque, apresentado, talvez, por Inês Folque e Nuno Casanovas, os vencedores do casting do Rock in Rio 2011, ou por novos talentos. Com dois intervalos de 5 minutos no seu decorrer e outro no final, News Spot terminaria às 9:30h e daria lugar a Opinion Maker, destinado aos jovens e apresentado por Duarte Gomes, na falta de Pedro Granger. Esta talvez fosse uma boa oportunidade para Duarte Gomes dar mais cartas na apresentação, uma vez que se revelou no programa da RTP2 Pistas da Blue. Temas como a Ecologia, bullying, DST, gravidez na adolescência... Enfim, um programa didáctico, mas informal, com dois intervalos de 5 minutos e um terceiro no final.
Às 10:30h continuar-se-ia com uma programação para os mais jovens, mas para jovens mais crescidos. À medida que as horas avançam, as idades do público-alvo também.
Liberdade! seria uma série ao estilo de Morangos com Açúcar, mas, de preferência, não tão cliché. Com certeza, conhecem as séries Pretty Little Liars ou Gossip Girl, duas séries juvenis, mas bem mais interessantes que a série portuguesa. Uma série com um certo glamour, intrigas, cinismos, mais virada para o público feminino nesse aspecto, mas com uma trama central attirante. Por exemplo, um rapaz inscrever-se numa nova escola para procurar uma irmã que só há pouco descobrira que existia. Só com esta premissa me ocorrem tantas idias interessantes que se poderiam desenvolver e tornar esta história em algo de qualidade...
Depois de 3 intervalos de 5 minutos (penso que já sabem o esquema), chegar-nos-ia, às 11:30h, Cine Clube, um programa de meia-hora ao estilo de Cine Box ou Janela Indiscreta, com as novidades cinematográficas da semana e algumas entrevistas. Poderia ser apresentado por Mário Augusto, por exemplo. Este programa não teria intervalo no seu decorrer. Apenas no final.
Às 12:00h, um programa de conversas, do mesmo género que Alta Definição, da SIC ou Entre Nós, da SIC Mulher. Um erro de Perfil, da TVI, foi o facto de ter sido exibido à mesma hora que Alta Definição. Um programa de tamanha qualidade poderia ser exibido a esta hora aqui proposta e ter a audiência que deveras merecia. À conversa com... destinar-se-ia a entrevistar personalidades portuguesas nomeadamente da televisão e a  fazer uma retrospectiva da vida de cada convidado. Poderia ser apresentado por Júlio Isidro, Nicolau Breyner ou Marta Leite Castro. Ou mesmo pelos três: Júlio Isidro apresentaria no sábado, Nicolau no Domingo, Marta no sábado da semana seguinte e assim sucessivamente. O programa, de uma hora, teria 2 intervalos de 5 minutos no seu decorrer e um terceiro no final.
Às 13h, hora dos blocos informativos habituais, chegar-nos-ia um diferente: Info Cultura seria um "Telejornal" dedicado exclusivamente à cultura, tendo como público-alvo a classe social mais letrada. Tal como acontece com Cartaz das Artes, exibido às quintas-feiras, na TVI, num horário deplorável. Mas este "cartaz" seria respeitado. Colocado ao mesmo nível de um bloco informativo. Apenas se houvesse uma notícia catastrófica se interromperia a emissão para a transmitir. Penso que esta seria uma boa estratégica, porque Info Cultura, por ser leve e diferente dos telejornais das 13h, seria uma boa alternativa, que se poderia traduzir em boas audiências.
Seria transmitido em directo e duraria meia-hora, com um intervalo no seu decorrer e um outro no final, ambos de 5 minutos, apenas.
Às 13:30h chegar-nos-ia o magazine social People, ao sábado, apresentado por Marta Cardoso e teria o mesmo estilo que o já extinto programa Notícias das Estrelas, o programa com mais audiência da TVI24, na altura em que era transmitido. Ao Domingo teriamos Já Foste, um programa de apanhados totalmente português apresentado por Eduardo Madeira. Estes dois programas terminariam às 14:30h, tendo dois intervalos de 5 minutos no seu decorrer e outro no final.
Às 14:30h marcaria presença o programa de 1 hora e meia Arriscas?. Este programa seria composto por diversos jogos "físicos", com plataformas, obstáculos e muita animação, fazendo lembrar os Jogos Sem Fronteiras ou o concurso americano Wipeout. Para o apresentar, uma vez que os apresentadores não têm tanta visibilidade neste género de programas, colocaria o repórter Luís Maia, da SIC, e Patrícia Muller, do canal Q.
Este programa teria 3 intervalos no seu decorrer e um outro no final. Animação garantida para toda a família até às 16h, altura em que entraria ao serviço À Descoberta....
À Descoberta... seria um programa de meia hora que se destinaria a viajar por terras portuguesas e a descobrir os seus encantos, as suas paisagens, a sua gastronomia, as suas tradições. Para o apresentar, Ana Rita Clara, da SIC Mulher.
Depois de um intervalo de 5 minutos, chegar-nos-ia um programa de entrevistas, de meia hora. Talvez o programa menos cativante, mas, ainda assim, interessante. Além disso, penso que seria muito interessante se as entrevistas se passassem nos países onde os portugueses moram. E essas entrevistas poderiam ser dadas em passeio, de forma a mostrar a beleza dos vários países, bem como a gastronomia, se a entrevista for feita à hora de jantar, por exemplo, junto a uma mesa com pratos típicos dos países em que os emigrantes portugueses habitam.
Para apresentador, muito gostaria que fosse Manuel Luís Goucha, mas, à falta dele, colocaria Jorge Gabriel, da RTP, caso essa estação fosse privatizada (graças a Deus que tal não se vai verificar, pelo menos, para já). Com um intervalo no seu decorrer e outro no final, Mundo Português daria lugar a Home Fashion.
Home Fashion começaria às 17:00h e teria duração de meia hora. Neste programa, seriam mostradas casas bem decoradas, na moda, e dar-se-iam algumas dicas para decorar o lar, onde comprar os elementos, etc. Seria apresentado por Gustavo Santos, da SIC Mulher.
Depois de um pequeno intervalo, às 17:30h, dar-se-ia início a Turbo Fuel, ao estilo do brilhante programa da TVI24 TV Turbo. Um programa dedicado especialmente aos homens, que fala sobre os novos automóveis que vão saindo, avaliando o seu desempenho. Um programa de meia-hora e com um intervalo no seu decorrer e outro no final, ambos de 5 minutos.
Das 18:00h às 19:00h, seria tempo de ficção portuguesa. Aventuras na 3ª idade seria uma série cómica que abordaria a vida de aventuras e desventuras de um grupo de idosos de um lar. Teria 2 intervalos de 5 minutos no seu decorrer e um teceiro no final.
Às 19:00h, tempo para as séries estrangeiras leves (canadense e americana, respectivamente) Being Erica, no sábado, e Switched at Birth, no domingo. A primeira é cómico-dramática e é um crime não ter sido exibida ainda por algum dos 4 canais generalistas portugueses. A segunda é uma série familiar que estreou este Verão nos EUA.
Com 2 intervalos no seu decorrer e um terceiro no final, as séries americanas dariam entrada para o Horário Nobre.
Conto convosco para a leitura do próximo e último post dedicado às grelhas alternativas para a nossa televisão! E prometo que, qualquer dia, vos trago mais um Pódio!

 
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