quinta-feira, 26 de maio de 2016

Rainha das Telenovelas (Crítica a "Rainha das Flores")

Rainha das Flores apresenta-se com o ambiente tradicional das telenovelas, mas encena habilmente o factor surpresa e toda a estrutura é tratada com pinças.


Talvez ainda seja cedo para uma avaliação da mais recente aposta da SIC na ficção. Afinal de contas, Rainha das Flores estreou há bem pouco tempo. Contudo, o empenho na escrita é notório, mesmo findos os primeiros episódios. Algo raro nos dias que correm.

Do autor do sucesso angolano Jikulumessu, chega-nos a história de Rosa (Sandra Barata Belo), uma empresária bem sucedida e com um casamento de sonho, que tem um acidente e perde a memória dos últimos 15 anos. É então que a sua irmã, Narcisa (Isabel Abreu), desconhecida de todos, regressa para a ajudar na recuperação e se prepara para lhe roubar tudo.


Com efeito, tendo em conta que a heroína, depois do acidente, passa a ser um sujeito debilitado e sem poder, o perigo está no facto de a vilã poder tornar-se na verdadeira protagonista, deixando a história sem identidade.


No entanto, o triângulo amoroso da telenovela, envolvendo o médico de Rosa (Marco Delgado) e o actual marido (Pêpê Rapazote), é o que mais poder concede à mulher. Ela é quem controla toda essa linha de história, que tão importante é para uma telenovela.
E é também neste triângulo amoroso que, inesperadamente, se encerra o factor surpresa da trama. Os dois homens não são maniqueístas. Têm diferentes camadas que nos apaixonam, o que torna o desenrolar dos acontecimentos um tanto ou quanto imprevisível.


Quanto aos restantes núcleos, quase todos são leves e/ou cómicos, como acontece na maioria das telenovelas da SIC.
Todavia, e ao contrário das restantes produções do canal, descurou-se o enfoque nos problemas sociais e a comicidade não sai do papel. Os actores não convencem, de tão tépidos e desprovidos de talento que são, e a realização também não os ajuda.


Ademais, tendo em conta que um dos núcleos está na Madeira, é embaraçosa a escassez de cenas de exteriores nessa região. É certo que, em termos de produção, é um esforço. Mas, se assim é, talvez tivesse sido boa ideia não se ter personagens a residir nessa zona. O que temos é um rapaz com sotaque madeirense enfiado todo o dia num cenário claustrofóbico.


Contudo, a maioria destes núcleos secundários cruza-se, de algum modo, com a trama central. O facto de grande parte das personagens trabalhar nas estufas, pertencentes à família principal, ajuda bastante. Esta é uma mais-valia para o produto, pois, desta forma, todas as personagens têm potencial para terem mais importância, ao invés de servirem meramente para ocupar minutos.


Por fim, e falando em minutos, é de lamentar que, logo a partir do segundo ou do terceiro episódio da história, a SIC tivesse deixado de respeitar o gancho final dos episódios. Eles existem. Nota-se que estão no papel. Mas o canal parou de respeitar os guiões das suas novelas há bastante tempo. Quando já se tem a quantidade, para quê manter a qualidade?


A sorte é a equipa de guionistas ser muito boa, pelo menos até agora. Se continuarem assim, a protagonista continuará activa, os personagens pseudo-cómicos aguentar-se-ão, a consistência da escrita manter-se-á... E a telenovela continuará rainha.

Rainha das Flores é transmitida diariamente na SIC, às 22:30h.

Classificação: *


*
☆☆☆☆☆- Péssimo
★☆☆☆☆- Mau
★★☆☆☆- Razoável
★★★☆☆- Bom
★★★★☆- Muito Bom
★★★★★- Excelente

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Os Episódios Mais Bem Escritos de 2015

Em jeito de retrospectiva do ano 2015, o Olhar Crítico destacou 15 séries e elegeu os seus episódios mais bem escritos. Atenção: Não se está a eleger as melhores séries, mas sim a escrita dos episódios.
Confira a lista.

15 - The 100 - 2x08 (Spacewalker), escrito por Bruce Miller.


A segunda temporada da série juvenil decresceu em termos qualitativos, mas o episódio Spacewalker tem tudo o que nos apaixonou na primeira, nomeadamente a morte de personagens importantes, a mestria na construção de tensões crescentes e a resolução original e apoteótica de conflitos, gerando outros maiores e mais interessantes.

14 - The Knick - 2x10 (This Is All We Are), escrito por Jack Amiel e Michael Begler.


Todos os episódios de The Knick são igualmente bons, sendo difícil escolher o melhor. Contudo, o final da segunda temporada, ao manter a consistência na estranha exploração - e no desenlace - da jornada de cada um dos personagens, atira também, sem pudor, para cima da mesa - e de modo tocante - o tema desta segunda parte da história de Thackery na última cena, ligando-o ao jogo de luzes em que a realização se debruça.

13 - Transparent - 2x02 (Flicky-Flicky Thump-Thump), escrito por Micah Fitzerman-Blue e Noah Harpster.


Todos os episódios de Transparent funcionam como um só, destacando-se impreterivelmente. Contudo, penso que seja no segundo episódio desta temporada que se começa a vincar mais fortemente o egoísmo e a auto-centralidade que reina na família disfuncional, ao mesmo tempo em que se respeita o princípio da verosimilhança e da causalidade.

12 - Game Of Thrones - 5x10 (Mother's Mercy), escrito por David Benioff e D. B. Weiss.


Mais fraca e esquizofrénica que as temporadas anteriores, Game Of Thrones logrou salvar a honra da quinta temporada no último episódio, com cenas de cortar a respiração e com finais satisfatórios, emotivos, surpreendentes e inteligentes.

11 - Homeland - 5x11 (Our Man in Damascus), escrito por David Fury.


A cena de tensão de Allison com a arma e a de Carrie na estação de metro procurando os terroristas fazem do penúltimo episódio da quinta temporada de Homeland o melhor. Convém salientar a evolução da qualidade na escrita comparativamente à temporada anterior.

10 - Orange Is The New Black - 3x03 (Empathy Is a Boner Killer), escrito por Nick Jones.


A comédia dramática teve em Empathy Is a Boner Killer um dos melhores episódios, nomeadamente na brilhante cena de reconciliação de Piper e Alex, que metamorfoseiam o que sentem uma pela outra ao interpretarem uma cena numa mercearia durante uma aula de teatro. O destino de Nicky, bem como a sua adição, foi igualmente trabalhado com mestria ao longo de todo o episódio.

9 - Les Revenants - 2x08 (Les Revenants), escrito por Fabrice Gobert e Audrey Fouché.


Delicadamente aterrador, o último episódio da série Les Revenants conseguiu recuperar o espírito arrepiante da primeira temporada e esclareceu o mistério principal, ao fazer de Victor a chave de tudo. As rimas entre as visões do rapaz e a realidade do final do episódio foram também muito satisfatórias.

8 - Modern Family - 7x04 (She Crazy), escrito por Elaine Ko.


Os elementos de comédia funcionaram brilhantemente no episódio em que os patinhos de Phil nascem. Tendo em conta que é extremamente difícil escrever boa comédia, este é um episódio que realmente se destacou em 2015, ao aliar a ternura à comicidade e à surpresa.

7 - The Leftovers - 2x08 (International Assassin), escrito por Damon Lindelof e Nick Cuse.


Funcionando quase como um meta-episódio, International Assassin teve o nonsense e a cheesiness típicos de Lost, que sempre me apaixonaram. Além de ser um episódio crucial para a história, toda a estranha situação da morte de Kevin, tendo ido parar ao purgatório, é escrita de forma originalmente empolgante, deixando-nos colados ao ecrã. A mensagem moralista e deselegante de The Leftovers, laudatória da igreja católica, ficou muito mais vincada nesta temporada, mas nem por isso deixou de ter momentos de estranha beleza e interesse.

6 - American Horror Story - 5x01 (Checking In), escrito por Ryan Murphy & Brad Falchuk.


Desde Murder House que American Horror Story não nos apresentava um primeiro episódio que realmente lançasse as bases para todo o resto da temporada. Este, de facto, prova-nos que Ryan Murphy pensou no que queria fazer. Simples, mas com todos os pontos essenciais para o entendimento da história lançados, Checking In é, decerto, um dos melhores episódios da série, que já se havia esgotado na segunda temporada.

5 - House of Cards - 3x06 (Chapter 32) escrito por Melissa James Gibson


O episódio em que Frank e Claire viajam para Moscovo é uma corrida contra o tempo, sendo que as negociações para se libertar um prisioneiro homossexual americano ocorrem em duas frentes. Desta vez, não é só Frank que joga abertamente este Xadrez humano. É também Claire. O culminar do episódio é catastroficamente soberbo.

4 - The Affair - 2x12 (212), escrito por Sarah Treem, e 2x09 (209), escrito por David Henry Hwang e Alena Smith.


No último episódio da temporada, o mistério sobre o assassinato do irmão de Cole é finalmente desvendado. Contudo, é mais inteligentemente complexo do que se possa imaginar. E, no entanto, faz sentido, tendo em conta cada uma das pistas que nos foram sendo apresentadas ao longo de toda a série. Isto é boa escrita. Do melhor que há em televisão.
Já o nono episódio é mais um em que os escritores decidiram arriscar. É que nesta temporada, para além de nos serem apresentados os pontos de vista dos personagens secundários, o episódio 209 decidiu pô-los de lado e apresentar-nos os acontecimentos por ordem cronológica. E, mais uma vez, resultou. Os personagens foram fechados em espaços de forma a que se apurassem muito mais as acções e as hecatombes daí resultantes.

3 - Banana - 1x04 (Helen) e 1x07 (Amy), escritos por Charlie Covell.


O que de melhor têm Helen e Amy é a simplicidade com que são escritos: Uma personagem, uma situação.
Contudo, é imperativo que se saliente também a forma como são resolvidos os finais das personagens, deixando-se de lado os clichés. Ademais, sendo esta uma série que explora as novas tecnologias, o episódio quatro é o que melhor resulta, mostrando-nos a história de uma mulher transgénero que vê os seus vídeos íntimos serem expostos nas redes sociais.

2 - Mr. Robot - 1x06 (eps1.5_br4ve-trave1er.asf), escrito por Kyle Bradstreet, 1x05 (eps1.4_3xpl0its.wmv), escrito por David Iserson, e 1x01 (eps1.0_hellofriend.mov), escrito por Sam Esmail.


A melhor série de 2015 teve, obrigatoriamente, dos melhores episódios que vi este ano. O sexto episódio foi especialmente majestoso, ao mostrar-nos a busca incessante do protagonista pela namorada raptada pelo perigoso ex-namorado. É tão difícil escrever-se uma série boa em cinco actos, combatendo-se a ditadura da publicidade. Mas Mr. Robot ganha todas as batalhas.
É de salientar também o episódio piloto, que estrutura o capítulo e, consequentemente, toda a temporada, milimetricamente.

1 - Supernatural - 11x04 (Baby), escrito por Robbie Thompson.


A par de Once Upon A Time ou Pretty Little Liars, Supernatural é das piores séries da actualidade. Contudo, surpreendentemente, teve o melhor episódio de 2015. É que Baby, o episódio cuja acção ocorre dentro do Impala e/ou a partir do ponto de vista do carro, é um exercício bem sucedido de escrita criativa. E, no entanto, está lá tudo relativo à essência da série: O amor dos irmãos, o caso sobrenatural (explorado desta vez soberbamente), o misticismo das primeiras temporadas e o enredo da temporada actual.
Não acredito que muitos argumentistas consigam escrever algo realmente bom à volta de um espaço tão pequeno como é um carro. E Robbie Thompson provou que o seu cérebro não está morto, ao contrário do dos restantes membros da equipa de guionistas.

Menções Honrosas:
Looking - 2x06 (Looking for Gordon Freeman), escrito por JC Lee.


Sense8 - 1x01 (Limbic Resonance) e 1x02 (I Am Also a We), escritos por The Wachowskis e J. Michael Straczynski.


Wayward Pines - 1x02 (Do Not Discuss Your Life Before), escrito por Chad Hodge, e 1x05 (The Truth), escrito por Blake Crouch e The Duffer Brothers.


Masters of Sex - 3x12 (Full Ten Count), escrito por Michelle Ashford.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

As melhores séries da actualidade

Quer começar a ver uma série nova? Mas qual? Existem tantas: Portuguesas, americanas, inglesas, francesas. E de que género? Drama? Ficção Científica? Terror?
O Olhar Crítico reuniu as melhores séries dos últimos anos e categorizou-as de acordo com o seu género. Basta escolher uma (ou várias!) e dar início ao tragamento.

DRAMA

Breaking Bad


A história de um aborrecido professor de química que se torna num perigoso produtor de metanfetaminas é exímia em termos do respeito pela estrutura clássica da escrita de argumento e, seguramente, a melhor dos últimos dez anos. Veja o trailer aqui.

House Of Cards



A série em que o protagonista é o vilão, que é capaz de tudo para ser presidente dos Estados Unidos, é muito mais do que uma crítica ao mundo corrupto da política. É uma das histórias com desempenhos, guiões e realização mais brilhantes de sempre. Veja o trailer aqui.

CRIME

Homeland


Perspicazmente inconveniente, Homeland é a brutal história de Carrie Mathison, uma agente da CIA que se apaixona por um ex-prisioneiro de guerra suspeito de se ter convertido ao islamismo radical. Chocante e cativadora, Homeland é a série de excelência que retrata o mundo actual. Veja o trailer aqui.

Dexter


As "séries de personagem" são perigosas: Ou os protagonistas se tornam imortais, mesmo finda a história, ou não sobrevivem à primeira temporada. E, com esta produção, Michael C. Hall vai para sempre ficar conhecido como o complexo serial killer que mata criminosos. Veja o trailer aqui.

ROMANCE

The Affair


Não há muitas séries tão originais quanto esta. Em cada episódio, a história do amor proibido de dois amantes é contada segundo a perspectiva de cada um - que é diferente. Este jogo de percepções, aliado à crueza das prestações dos protagonistas, faz de The Affair um achado. Veja o trailer aqui.

Masters Of Sex


Absolutamente genial, Masters Of Sex é muito mais do que o retrato da revolução sexual nos Estados Unidos. É a história de amor entre dois investigadores do sexo, escrita de uma forma tão inteligente e atractiva que cada episódio é um evento televisivo. Veja o trailer aqui.

TERROR/HORROR

Les Revenants


A série francesa sobre pessoas que, anos após a sua morte, ressuscitam sem razão aparente é originalmente arrepiante. Pela realização cuidada e sombria. Pelas histórias intrigantes dos personagens. Pelo cruzamento hiper-inteligente de arcos narrativos. Veja o trailer aqui.

Hannibal


Hannibal é a série mais brutal, animalesca, artística e menos comercial transmitida em sinal aberto nos EUA. É que a história sobre o psicopata mais famoso do mundo tem o apanágio de aliar os assassinatos mais hediondos e os actos mais tartáreos à beleza cinematográfica. Veja o trailer aqui.

MISTÉRIO

Lost


Lost é uma das séries que mudou o modo de fazer televisão a nível mundial. Com uma estrutura de telenovela desenvolvida com a mestria inigualável de J.J.Abrams, este pedaço de tele-literatura conta-nos a história de um grupo de passageiros de um avião que se despenha numa ilha de onde não há escapatória. Veja o trailer aqui.

The Leftovers


The Leftovers é a série que explora o tema da perda da forma mais complexa que existe. Quando parte da população mundial desaparece inexplicavelmente, o que acontece com os que cá ficam? Perversa, dura e quase absurda, esta história é a mais recente masterpiece que deve ser acompanhada. Veja o trailer aqui.

FICÇÃO CIENTÍFICA

Fringe


Fringe é a grande referência das séries de ficção científica do século XXI. Com inspirações em The X-Files, esta originalmente imaginativa série conta a história de Olivia Dunham, uma agente do FBI que começa a investigar crimes inauditos com a ajuda de um cientista louco e do seu filho. Veja o trailer aqui.

Sense8


Transgressora e humana, Sense8 mostra-nos a vida enlutada de oito pessoas que estão telepaticamente ligadas. Com um insigne trabalho de edição, esta história, dos criadores de Matrix, é carismaticamente sexy e apaixonante. Veja o trailer aqui.

HISTÓRICA

The Knick


Mais do que focar-se nas acções, The Knick desenrola-se com base nas emoções e nas expressões dos personagens. Desta feita, a série sobre o grassar da medicina moderna nos EUA desbrava terreno em televisão, muito devido à brilhante realização, a cargo do grande Steven Soderbergh. Veja o trailer aqui.

A Young Doctor's Notebook


Na época da Revolução Russa, um jovem médico chega a uma aldeia onde tem de pôr em prática as rudimentares técnicas médicas que pouco conhece. Esta surpreendente comédia negra aborda o tema da dúvida e do conflito interior da forma mais crua, cómica e dilacerante. Veja o trailer aqui.

COMÉDIA

The Comeback


The Comeback é, sem dúvida, a melhor comédia que já vi. Com notórias inspirações em The Office e Extras, a história da actriz falhada Valerie é uma contundente e genial crítica aos Reality Shows, funcionando como uma comédia triste e híbrida. Veja o trailer aqui.

Extras


Do visionário Ricky Gervais, Extras é a história de um figurante que aspira a ser actor de cinema. Paralelamente a The Office, esta série é uma verdadeira masterclass da escrita de comédia, contando com a inesperada presença de actores convidados de renome internacional. Veja o trailer aqui.

COMÉDIA DRAMÁTICA

Being Erica


A série com o melhor conceito de sempre conta a história de uma mulher falhada que, ao conhecer um terapeuta, viaja no tempo para refazer arrependimentos passados. Nenhuma outra série se equipara a Being Erica na evocativa abordagem das relações interpessoais. Veja o trailer aqui.

Orange Is The New Black


Com as personagens mais sumarentas da televisão contemporânea, Orange Is The New Black foca-se em Piper, que, anos depois de ter cometido um crime, vai parar à prisão e reencontra a sua antiga namorada. Esta é a série que melhor logra tornar os arcos dos personagens mais interessantes temporada após temporada. Veja o trailer aqui.

MÉDICA

House MD


House MD é das únicas séries comerciais e de repetitiva estrutura episódica que valem a pena. É que a história do brilhante e incongruente médico viciado em Vicodin é escrita e realizada de uma forma inigualável. Estamos perante a excelência dos dramas médicos. Veja o trailer aqui.

Sirens


Prematuramente findada, esta comédia dramática é uma das que melhor joga com a dualidade vida pessoal/ profissional, ao cruzar e intercalar inteligentemente os desconcertantes casos médicos de cada episódio com os problemas de três amigos paramédicos e disfuncionais. Veja o trailer aqui.

TEMÁTICA LGBT

Transparent


A série mais honesta, e, por isso, revolucionária, sobre a identidade de género funciona como uma inteligente "comédia travestida", por abordar temas familiares e tabu ao sabor de uma escrita superior. Daquelas cuja genialidade é praticamente impossível de alcançar. Veja o trailer aqui.

Looking


Ao contrário de Girls, a série sobre os amores e desamores um grupo de amigos homossexuais tem personagens realmente cativantes e uma escrita que se apodera de nós quando menos esperamos. Emocionante, crua, sexy e real. É uma das séries que devemos ver se queremos aprender alguma coisa sobre escrita para televisão. Veja o trailer aqui.

GUILTY PLEASURE

How To Get Away With Murder


A única série do universo de Shonda Rhimes que vale a pena conta a história da brilhante advogada Annalise, envolta numa teia de mentiras após a morte do marido. Apesar do ritmo exageradamente apressado e da cheesiness novelesca das relações interpessoais, How To Get Away With Murder sabe o que nos quer contar e tem interpretações notáveis. Veja o trailer aqui.

Orphan Black


Com a magnífica prestação de Tatiana Maslany a assumir várias personagens, Orphan Black conta a história de Sarah, que descobre ser um clone e que corre risco de vida. A qualidade da escrita vai decrescendo, mas a realização e a edição acrescentam um poderoso valor à série. Veja o trailer aqui.

OUTRAS

                             FANTASIA                                                MELODRAMA                                Game Of Thrones                                        Brothers & Sisters    
                 

 
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